• Nelson Nóbrega

Novo confinamento. E agora?


Agora que o pânico inicial já passou, respire fundo. É hora de se reorientar e criar um plano para o futuro, porque estamos a falar de uma questão de perspetiva. Neste post, vamos falar sobre o que arrasou os negócios durante o primeiro confinamento, o que os tornou um sucesso estrondoso, e algumas ideias para tirar proveito daquilo que tem dado resultado para si nestes tempos tão estranhos. Quem sabe, talvez tenhamos a resposta de que anda à procura!


A mentalidade é fundamental


Podemos dizer que as empresas que teimam em fazer as coisas à moda antiga são as que mais facilmente irão falir. Nas alturas de grande mudança, quem se recusa a mudar (ou, no mínimo, a procurar alternativas) fica, muito provavelmente, para trás. Mas você já está ciente disso. É por isso mesmo que está aqui: porque deseja adaptar-se. Já ouviu falar das empresas que conseguiram inovar, não só ficando à tona da água como ainda lucrando significativamente.


Qual é o segredo?


Vivemos na era digital - não, o segredo não é esse - mas a pandemia acelerou a nossa dependência em tudo o que é digital de uma forma que nunca poderíamos ter imaginado há apenas um ano. Nos últimos 12 meses, os negócios locais fecharam as portas físicas (durante o confinamento ou para sempre), e os que se adaptaram, levando as vendas para o mundo online, começaram a alcançar mais pessoas do que alguma vez sonharam. Bem dizem que quando uma porta se fecha, há uma janela que se abre! (Mesmo que seja virtual.)



Resumindo, a pandemia foi o empurrão de que algumas empresas precisavam para fazer a transição para o digital, e muitas delas não vão voltar para trás quando isto acabar. O mesmo se aplica ao teletrabalho. Agora que as empresas conhecem os benefícios de deixar os funcionários trabalhar a partir de casa (e que sabem que os funcionários efetivamente trabalham), quantas delas já anunciaram planos para mudar as suas práticas no futuro? Inúmeras.


E como tirar proveito destas mudanças?


Grava as suas reuniões pelo Zoom? Já pensou em transcrever e resumi-las para a) ter um registo das mesmas e b) não perder os pontos-chave, eliminando a necessidade de ver a gravação inteira para se lembrar de algo que foi dito a meio? Isso para não falar do espaço que esses ficheiros enormes ocupam no disco...



Já tem uma loja online? Como já deu o primeiro grande passo, porque não aproveitar a sua plataforma ao máximo e entrar num novo mercado que pode ter um grande interesse pelos seus produtos e serviços? Em Portugal, somos cerca de 10 milhões, mas alguma vez pensou em chegar a 50 ou até 100 milhões de pessoas? Não é assim tão descabido, tendo em conta que a população mundial anda à volta dos 7,8 mil milhões. Vejamos os números só na Europa, com destaque para as seis línguas mais faladas:

1. Inglês: 260 000 000 falantes

2. Alemão: 170 000 000 falantes

3. Russo: 160 000 000 falantes

4. Francês: 135 000 000 falantes

5. Italiano: 82 000 000 falantes

6. Espanhol: 76 000 000 falantes*



*Dados retirados de https://ec.europa.eu/commfrontoffice/publicopinion/archives/ebs/ebs_386_en.pdf


Com os 10 milhões de falantes de português, temos 893 000 000 pessoas – e assim já estamos quase nos mil milhões.



E as redes sociais, como estão? Uma boa campanha de marketing direcionada diretamente ao seu público-alvo, bem como as suas interações com o mesmo, pode aprimorar os seus produtos e favorecer a sua reputação. Isto faz das redes sociais uma ferramenta capaz de mover as massas (a um nível assustador; pense na Cambridge Analytica) e elevar qualquer produto a um patamar superior. Publicações consistentes, sejam com uma frequência diária ou semanal, que demonstrem exatamente aquilo que faz e o valor que traz aos seus clientes, são essenciais. Agora, o seu negócio adequa-se mais ao Instagram, ao Facebook ou ao LinkedIn?


Mas as recessões não são altura de recuar?


A pandemia. A recessão. A incerteza. Todos estes fatores impedem os gestores de investirem nas suas empresas, com medo da bancarrota. É compreensível. Mas olhemos para o exemplo que a história nos dá – particularmente, para a crise financeira de 2008. As empresas que investiram no marketing e encontraram maneiras mais fáceis de alcançar o público tiveram probabilidades significativamente maiores de conseguir o êxito, em comparação com as que não fizeram o mesmo. Soa-lhe familiar?




E não foram só as grandes empresas que conseguiram superar esses tempos atribulados. Sabia que muitos dos negócios de sucesso a que recorremos todos os dias em 2021 - Airbnb, Spotify, Uber - nasceram em 2008, em plena crise? Esperamos que saber isto lhe traga alguma esperança para o futuro: um investimento não tem de lhe custar milhares de euros, mas se for bem pensado e bem dirigido, poderá muito bem ser a chave para o crescimento do seu negócio durante este ano, nos próximos 13, e mais além.


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